O evento havia sido excelente, para finalizar resolveram ir para um bar.
Era um dia frio de inverno em Curitiba, mais cedo havia chovido um pouco e as calçadas estavam ainda molhadas. Nesse momento batia um leve vento e uma garoa fina caia.
Quando todos chegaram ao bar deram risada e se sentiram aquecidos.
Os assuntos começaram em torno da discussão da última palestra, que falava de inclusão. A bebida começou a entrar e as verdades e besteiras a sair.
O assunto focou em sexualidade, gênero e desejos. Ela então assumiu ser bissexual e muitos ali disseram já desconfiar, outros ficaram até assustados com a informação. Todos ali eram heterossexuais e queriam saber como era ser bi.
Derrepente a convidada virou centro da roda e todos queriam que ela contasse mais de suas experiências.
O Vinicius estava ali, atento a tudo, olhando e pensando em como é que seria passar algum tempo a sós com uma mulher tão aberta, tão inteligente e quiçá mais sagaz que ele mesmo. Surgiu uma dúvida e até um desejo.
Ela mal imaginava que ele já a desejava, em pensar que ela só havia ido ao bar para poder ficar mais próxima dele.
As horas foram passando e um a um foram indo embora. Então sobraram quatro pessoas, um casal, Vinicius e ela. O casal disse que já ia embora, Vinicius meio constrangido em ficar a sós com ela se levantou meio sem jeito e disse que iria também, ela então sem opção lhe disse: já que vai, me vou também, está bem tarde mesmo.
Saíram juntos do bar e para surpresa de ambos começou a chover. Ela tinha uma sombrinha minúscula na bolsa e ofereceu que ambos tentassem se proteger ali, foi o primeiro abraço.
Ela perguntou para onde ele ia e ele também a perguntou o mesmo, ambos deram risada e responderam juntos: -Rui Barbosa . - Reitoria.
Ela iria pegar um madrugueiro para seu bairro no leste de Curitiba, enquanto ele morava em um apartamento no centro. Ela sugeriu levá-lo até em casa e de lá então pedir um táxi, pois seria mais seguro, afinal andar sozinha no centro seria perigoso.
Ele questionou por que ela não ia de táxi para casa então e ela alegou não ter dinheiro, só para ir até a Rui Barbosa e pegar um ônibus. Ele acenou com a cabeça e disse saber como era isso.
A chuva havia deixado a sensação térmica ainda mais baixa e ambos estavam gelados o que fez que se abraçam mais forte.
Vários pensamentos passeavam pela cabeça de cada um deles.
Ela: Que cinturinha, que perfume, que braço, que homem!
Ele: Caramba que quadril, e esses peitos, uau que cabelo, e o sorriso? Que mulher!
O desejo já tomava conta do corpo dos dois, só faltava um deles tomar a iniciativa. E ambos pensavam: Ah se me desse um beijo, Aaah!
Finalmente após longos dez minutos de caminhada em meio a chuva eis que chegam ao prédio de Vinicius. Agora protegidos pela marquise eles se afastam e ela diz:
- Entregue! Agora vou ligar pro táxi. Você pode esperar aqui comigo?
- Claro, poxa é o mínimo. Mas vamos entrar e esperar na recepção, será mais seguro.
- Sim, claro, que ideia genial.
Ela pegou seu celular da bolsa e disse:
- Minha bateria está baixa, espero conseguir ligar... Droga... Mas que azar, não acredito nisso.
Seu celular havia ficado sem bateria.
- Calma! Vamos subir e você liga do meu telefone ue.
- Você não se importa?
- Não, capaz né?! Venha, vamos pegar o elevador.
Na verdade, ele se importava sim, odiava levar pessoas a seu apartamento, ainda mais mulheres, ele simplesmente não se sentia à vontade, se sentia invadido. Mas ficou com dó dela e resolveu ajudar, logo pensando é claro em ela ir logo embora.
- 12° andar, pronto chegamos, me siga.
- Caramba, doze andares, é bem alto né?
- O prédio tem vinte, mas doze é alto sim. Pronto é aqui 122 C.
- Que apartamento bonito você tem, e é bem grande também né? Você mora sozinho aqui?
- Sim, sozinho eu e meus livros.
- Queria eu ter essa vida, mas moro com meus pais.
E ela fica admirando tudo e toca na estante dele. Vinicius então tenta não ficar bravo e se segura para dizer que ela não deveria tocar e em nada ali, então vê o telefone e como se um holofote se acendesse ele encontra a solução.
- Olha o telefone aqui, pode ligar.
- Sim, sim, obrigada.
Ela percebe que não deveria ter tocado a estante e que havia deixado ele um pouco irritado.
Liga na primeira rádio táxi e só chama, liga na segunda e caí a ligação três vezes, liga na terceira e não têm táxis na região, liga na quarta e finalmente consegue um, que iria demorar trinta minutos...
Ela desliga e diz:
- Consegui, mas vai demorar trinta minutos.
- Meia hora? Que absurdo, não acredito nisso. E agora?
- Bom, eu tenho que esperar, mas posso esperar na recepção se você preferir, não quero te atrapalhar.
Um pouco confuso com toda aquela situação Vinicius diz:
- Ok, pode ser, eu estou um pouco cansado, se pra você não fizer diferença, te levo até o elevador então.
Ela ficou em choque, nunca havia levado um corte tão forte assim e sentiu tanta raiva dele que resolveu provocar mais um pouco então.
- Sim, claro, não quero te atrapalhar, desculpas, posso ao menos usar seu banheiro?
- Sim, claro,é aqui do lado, pode ir.
Em sua cabeça ele pensava na besteira que tinha feito e no quão idiota tinha sido e até mal educado.
No banheiro ela pensava em como idiota e mal educado ele havia sido, precisava falar aquilo? Que absurdo, trago ele até aqui, sendo cordial, não acredito. Se olha no espelho e diz: Você é burra mesmo, achando que podia rolar algo,afff que boba.
Ela sai do banheiro, pega sua bolsa e se dirige a porta com passos rápidos e fortes. Vinicius então decide se redimir.
- Me desculpe, eu fui um pouco grosseiro com você.
Rispidamente ela responde:
- Sim!
- É é é (Ele fica mais nervoso ainda), eu não queria ter dito aquilo é que não estou acostumado a receber pessoas aqui e não sei como agir, se quiser pode esperar aqui tá. Me desculpe, mesmo.
- Sabe, você foi um pouco grosso comigo e gratuitamente ainda. Sinceramente, prefiro descer.
- Por favor, eu insisto, eu realmente não sei como agir. É é é... aceita algo pra tomar, ou até comer? Fique aqui, sério! Por favor, agora estou me sentindo um vilão.
Ela dá um sorriso de canto de lábio e diz.
- Tá bom, me convenceu.
- Há, que bom, que bom! Deixa eu ver o que tenho na geladeira, sua sorte foi que fiz compras hoje, olha só. Então, vejamos, tenho mais cerveja, água, suco, vinho e ... Mais água aqui. Deseja o que senhorita? —como se fosse um garçom—.
- Aceito água, só água já está ótimo!
- Saindo uma água só água para a senhorita. Gosta de amendoins? Tenho uns aqui muito bons, quer experimentar?
- Há, aceito sim.
Depois de se acertarem retomaram os papos do bar. Os trinta minutos passaram e então desceram para esperar o táxi juntos na recepção.
Passou mais dez minutos e nada laranja havia passado.
Ela resolveu ligar na rádio táxi pra reclamar e tiveram que subir novamente.
- Sorte ter elevador né, imagina ter que subir doze andares de escada, ufa.
- Olha, quando fica sem energia é um sufoco viu,é difícil.
- Imagino! Vou anotar isso, caso um dia vá morar em apartamento, vou escolher os mais baixos.
- É, tem esse lado! Mas raríssimas vezes fiquei na mão, ou melhor, no pé.
De volta ao apartamento ela ligou para a rádio táxi, a atendente disse que o taxista tinha tudo um problema e então ela iria encontrar outro para ir lá, ela havia ligado no telefone e ninguém havia atendido, pois tinham descido para a recepção, e então por falta de contato ela havia cancelado automaticamente. Então o próximo táxi só viria a uns quarenta minutos.
- Ok, eu espero né, fazer o que.
- O que houve? Ele tá chegando? Se perdeu?
- Houve um problema,e terei que esperar mais quarenta minutos.
- Caramba, que sacanagem, quarenta minutos.
- Olha, se fosse sacanagem quem sabe seria divertido né?
Ambos deram risada e Vinicius olhou no relógio.
- Nossa! Já são 3:18, mais quarenta minutos já será quase 4 horas. Você não quer desistir desse táxi e dormir aqui? Eu fico no sofá e você deita na minha cama, daí de manhã você pode andar até a Rui e pegar o ônibus normal.
- É, isso é verdade. Mas se for pra dormir aqui, eu fico no sofá, capaz que vou te tirar da sua cama.
- Bom, já percebi que você é teimosa e não vai largar o osso então proponho o seguinte, os dois dormem na cama, ela é grande e cabe tranquilo os dois,o que acha?
- É...não sei...meio estranho né...nem nos conhecemos direito, sei lá... Acho melhor eu ficar aqui na sala.
- Fique tranquila, não tentarei nada. Ok?
- Bom...Ok... Então vou ligar lá e cancelar o táxi né?
- Isso, isso. Enquanto você liga vou separar uma camiseta e um shorts pra você, e vou tomar um banho. Aliás se quiser tomar um banho eu pego toalha, porque estamos bem molhados.
- Pode ser, eu aceito, estou com um pouco de frio mesmo.
Enquanto ela ligava para desmarcar o táxi Vinicius separava tudo que havia prometido e ligava o chuveiro para esquentar.
- Oi Vini, já cancelei o táxi... Agora estou livre só pra você —e deu risada—
Ele também riu e lhe disse:
- Sua boba. Então já separei aqui roupa e uma toalha, quer ir antes ou quer que eu vá antes?
- Há, não sei, pode ir, eu demoro mais.
- Como têm certeza? Já me viu tomar banho? Eu demoro bastante viu.
- Hum... Garanto que não tanto quanto eu. Mas vá, eu espero, qualquer coisa eu entro e mando você acelerar.
- Há há, muito engraçada você.
- Vai logo pow.
- Ok,ok calma.
Vinicius entrou no banho e esqueceu de trancar a porta, meio propositalmente também, vai que né, nunca se sabe.
Após longos vinte minutos aquela água mais a cerveja de antes fez efeito e ela bateu na porta desesperada querendo fazer xixi.
- Eu preciso entrar, preciso fazer xixi, vai demorar????
- É é é...tá aberta...entre...
- Entrar???? É é é... Melhor não né.
- Eu vou demorar ainda, prefere fazer xixi na calça?
- Aaaaaahhh, então tá, vou entrar hein, 3...2...1...tô entrando.
O box do banheiro é de vidro e apesar do vapor ter embaçado ele, era possível ver o corpo esculpido de Vinicius.
- Aii, desculpe Vini, eu eu eu, — fechou os olhos — ok vou tentar fazer xixi e pensar que você não está aqui. Vire pra lá... Isso vire.
E ela pensou: Meu deus que bunda, meu deus, uau... Será que o... É grande? Hum, hehe, fiquei curiosa agora.
Após fazer seu xixi ela pensou: Caramba,o que faço agora? Queria entrar lá e tomar banho com ele.
Ambos estavam com seus corações acelerados. E ela soltou:
- Vai demorar muito? Se sim vou entrar aí agora com você.
- Vou sim. E duvido que entre aqui agora.
- Ah duvida é? Então você vai ver.
Ela saiu do banheiro, pegou a toalha que estava sobre a cama, tirou seus sapatos, suas meias, sua calça, seus casacos, sua camiseta e entrou no banheiro de lingerie.
- E agora, continua duvidando?
- Claro, você ainda está aí,e vestida ainda.
Ela olhou rapidamente entre as pernas dele e gostou do que viu. Retirou a sua lingerie e foi entrar no box. Ele olhou seus seios e percebeu serem melhores do que havia imaginado e estava ansioso para olhar seu bumbum. Ele ama bumbuns.
- Viu! Entrei! Deveria ter apostado algo.
- E o que você teria apostado?
- Um beijo.
- E se eu ganhasse? O que você me daria?
- O que você iria querer?
- Eu não sei...
- Então como eu ganhei, quero meu beijo.
- Mas assim desse jeito? Mal nos conhecermos você disse agora pouco.
- Exatamente, assim nos conhecemos melhor.
- Bom, você que sabe...
Ela o abraçou pela cintura e já sentiu um volume entre suas pernas, encostando em sua barriga. Ela riu e deu um beijasso nele. Teve muita língua, mordida, suspiro e obviamente não acabou ali.
Ele desceu as mãos da cintura dela e pegou forte no bumbum e disse alto:
- Que mulher!!
Ela riu, mordeu seu pescoço e lhe disse no ouvido baixinho:
- Que homem.
Aquele desejo guardado pelos dois havia sido solto e agora agia como um animal feroz. Eram beijos, mordidas, apertões, arranhões, tapas e muitos, mas muitos gemidos.
Do chuveiro foram pra cama, sem nem se secar. Ele jogou ela no meio, abriu suas pernas e enfiou sua cabeça no meio das pernas dela, começou a lamber e chupar de um jeito que ela jamais havia visto ou sentido.
Ela pedia por mais em meio aos gemidos e mal acreditava que estava sendo tão bom.
Ele continuava empolgado e mal parava para respirar. Sua vontade era fazer ela chegar lá somente com sua língua.
E ele conseguiu.
Ela estava tão excitada que puxou ele e disse que agora era a vez dela. Fez ele se virar e logo foi beijando e lambendo aquilo que havia visto e gostado tanto, ela amava chupar e olhar as expressões de prazer. Após algum tempinho ali ela resolveu subir nele e mostrar quem estava mandando ali. Rebolou, subiu, desceu, rebolou mais e juntos eles chegaram lá.
Ambos cansados e fora de forma resolveram se abraçar e assim dormir juntos pela primeira vez.
Santo táxi que não veio.
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